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Vitaminas na gravidez – parte I
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O que são vitaminas e qual a sua importância ?

Antes de começarmos a discussão deste tema, antigo mas até hoje em dia polêmico, repleto de dúvidas e contradições, acredito que precisamos definir alguns conceitos relativos às vitaminas.

  1. As vitaminas são substâncias que em geral, o organismo não tem condições de produzir. Assim, precisam fazer parte da dieta alimentar.
  2. Suas principais fontes são as frutas, verduras e legumes, mas elas também são encontradas na carne, no leite, nos ovos e cereais.
  3. As vitaminas desempenham diversas funções no desenvolvimento e no metabolismo. Mas não são usadas como fonte de energia.
  4. São sim indispensáveis, mas em quantidades pequenas. A falta delas, porém, pode causar várias doenças, como o raquitismo (enfraquecimento dos ossos pela falta da vitamina D) ou o escorbuto (falta de vitamina C).

Classificação

A mais utilizada é a classificação baseada na solubilidade das vitaminas. De acordo com esse critério, as vitaminas dividem-se em lipossolúveis e hidrossolúveis.

As lipossolúveis incluem as vitaminas A, D, E e K, enquanto as hidrossolúveis compreendem as vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, B9, B12) e C .

O que isso quer dizer?

Sabemos que é muito comum as gestantes saírem da primeira consulta do pré-natal com uma lista de suplementos para garantir uma gravidez saudável e o desenvolvimento perfeito do bebê.

Mas será que tudo isso é mesmo necessário?

Os trabalhos científicos afirmam que não!

É possível garantir a maior parte dos nutrientes por meio de uma alimentação balanceada, o que aliás é o ideal.

Indispensável, mesmo, somente o ácido fólico, que faz parte das vitaminas do complexo B (no caso B9). Esta vitamina reduz os casos dos chamados “defeitos do tubo neural”, como meningocele e espinha bífida. Ela deve ser ingerida preferencialmente três meses antes de engravidar e até a 12ª semana de gestação. As evidências científicas mostram que esta vitamina precisa ser suplementada, mesmo que a mulher se alimente de maneira adequada.

Como em todos aspectos da medicina, a avaliação nutricional da gestante precisa ser individualizada. Cada paciente tem sua história, suas preferências alimentares, etc.

E o mais importante: cada uma delas começa o pré natal de maneira diferente! Algumas estão acima do peso, outras abaixo e assim por diante. Não existe receita universal para todas.

Um bom exemplo está relacionado com o ferro. Muitas mulheres podem ter carência deste mineral e necessitarem de reposição durante toda a gestação. Outras eventualmente não.

No próximo post continuarei falando sobre as vitaminas e minerais fundamentais na gravidez e em quais alimentos cada uma delas está presente.

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