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Reprodução Assistida
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São cada vez mais comuns os casos de casais que, mesmo depois de anos sem utilizar os métodos contraceptivos, não conseguem engravidar. Seja por problemas de fertilidade masculina ou feminina, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmar que este número varia entre 8% e 15% no Brasil.

E para a maioria dessas famílias, a saída está na reprodução assistida.

Os dois métodos principais são a inseminação artificial e fertilização In Vitro. A primeira consiste em coletar os espermatozoides do homem e depositá-los no útero da mulher, sempre respeitando dia e horário da ovulação, que por sua vez é controlado por meio de hormônios. Já na fertilização In Vitro, a paciente é submetida à uma quantidade maior de medicamentos para que seu organismo produza mais óvulos de uma só vez e, depois de coletados, eles serão colocados em contato com os espermatozoides em laboratório. Uma vez fecundados, os embriões são acomodados no útero da mulher.

Os casais que enfrentam dificuldades para engravidar e pretendem buscar esse tipo de ajuda devem, em primeiro lugar, consultar um médico para avaliar as causar da infertilidade. É comum que o primeiro exame solicitado seja o espermograma, que identifica de maneira mais rápida se o problema é masculino. Descartada a possibilidade, o próximo passo é ter certeza de que as trompas e o útero da mulher estão em condições normais de funcionamento e que a ovulação está ocorrendo na data determinada.

Só depois de levantar todo o histórico e comprovar as suspeitas com exames é que o médico poderá sugerir o tratamento mais adequado.

Apesar de não existir um limite de idade para recorrer a esse tipo de tratamento, a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida recomenda que ele só seja realizado com os óvulos da própria mulher, até 43 anos. Após esta faixa etária, a chance de sucesso é muito baixa. Já quando o casal aceita usar óvulos doados, tudo pode ficar mais fácil.

Para as mulheres acima dos 50 anos, até então, o procedimento só era realizado com autorização dos Conselhos Regionais. Mas, uma recente decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) flexibilizou as regras para reprodução assistida nesta faixa etária. A partir de agora, os riscos de uma gestação tardia podem ser assumidos pela paciente em conjunto com o seu médico. Ainda assim, esse tipo de gestação continua oferecendo riscos à saúde da mulher, já que pode ocasionar no desenvolvimento de quadros de hipertensão, diabetes e nascimentos prematuros.

A mesma resolução tornou possível uma gestação conjunta para casais homossexuais, que passam a ter o direito de implantar no útero de uma das mulheres o embrião gerado a partir do óvulo de sua parceira.

Além da idade, o tratamento também é contraindicado para mulheres que não podem tomar hormônios, que tiveram algum tipo de câncer hormonodependente (como o de mama, por exemplo) ou quando a gravidez é contraindicada por motivo de doenças graves.

Nenhum tratamento é 100% garantido e depende de uma série de fatores externos, mas as chances de o casal conseguir a tão desejada gestação, sem dúvida, são maiores, podendo até ocorrer uma gravidez múltipla. Na inseminação artificial, a probabilidade de nascerem gêmeos sobe para 10%, já na fertilização in vitro, chega a 25%.

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